CORPUS CHRISTI, FESTA EUCARÍSTICA (DOM ORLANDO BRANDES)

1.   " A Eucaristia nos enche de enlevo. É o sacramento mais suave para a devoção, o mais belo para a inteligência, o mais santo pelo que encerra. É maior dos milagres, mistério inefável da fé, tesouro que a Igreja recebe de seu Esposo como penhor de amor imenso. É força para dominar as paixões e prevenir faltas graves; alimenta as virtudes, consola os aflitos, fortifica os fracos, educa os costumes, ensina a humildade e simplicidade. É vida da alma, saúde do espírito, vigor da vida, força da concórdia, 'coração e centro da liturgia'. (Paulo VI)


2.    Cada um de nós na Eucaristia é amado ao extremo, com um amor-entrega, amor ao exagero, amor sem medidas, amor imolado, que nos faz sensíveis aos sofrimentos, misérias e injustiças, nos faz misericordiosos.


3.    Jesus eucarístico é o maior bem da Igreja, a melhor catequese, a saciedade das fomes do mundo inteiro. Ele que nos assimila. Somos uma só coisa com Ele, um só espírito (ICor 6,17). A todos os que comungam Jesus diz: sois ossos de meus ossos, carne de minha carne (Gn 2,23). Assim a carne do irmão não é nossa, é do Senhor. O outro é seu tabernáculo. Jesus poderia transformar pedras em pão, preferiu transformar o pão em seu corpo e Pedro em rocha. A Eucaristia prenuncia muitas transformações: a morte em ressurreição; o pão e o vinho no corpo e sangue do Senhor; a criação em novo céu e nova terra e enfim nossa transformação pessoal.


4.    Na Eucaristia encontramos Jesus vivo, amigo, confidente, pois os amigos se freqüentam, dedicam tempo um ao outro. O sacrário é um pólo de atração e de irradiação pastoral. O Senhor ali está em ação, pois a Eucaristia é um sacramento dinâmico. É um mistério de presença onde Jesus nos espera e nos procura. Ele está presente mas nós muitas vezes estamos distantes. 'Se quereis receber poucas graças fazer poucas visitas a Jesus sacramentado, se ao contrário, quereis muitas graças muitas graças fazei muitas visitas' (Dom Bosco).


5.    Sem Eucaristia sofremos fome e solidão. Quanto mais eucarísticos, melhores seremos, mais humanos e mais cristificados. Nada mais suave, nem mais eficaz que a Eucaristia para nos conduzir à santidade (João Paulo II). Aquele que céu não pode conter, é nosso inquilino, nosso vizinho, nosso prisioneiro no sacrário, e a mais bela catedral é o coração humano. A procissão de Corpus Christi recorda o êxodo, a saída para a terra prometida, a marcha da liberdade, a peregrinação em direção ao próximo, a caminhada para a missão, a viagem definitiva para a Casa do Pai. A Igreja é o 'caminho' (Atos 9,2). O Sacramento do altar nos faz Igreja pé na estrada, Igreja que vai ao povo. Jesus é o companheiro de nossas estradas.


6.    A Eucaristia é tesouro espiritual da Igreja, plena manifestação do amor, vida da Igreja, mistério de luz, fonte inesgotável de santidade, mistério de misericórdia e do amor sem limites, remédio de imortalidade, um pedaço do céu na terra, um raio de glória. Nela se dá a transformação do mundo, porque é o sacramento supremo da paz e da unidade, é um tesouro demasiado grande e precioso. Isso gera um grande enlevo. Sua celebração não permite reduções nem instrumentalizações. É estimulo na peregrinação e na dedicação diária ao trabalho, à família, aos irmãos. Sendo a celebração do lava pés, não pode ser celebrada num contexto de discórdia e de indiferença pelos pobres. Tal celebração seria indigna. A adoração e visita ao Santíssimo Sacramento deve ser estimulada. É bom demorar-se com o Senhor, dedicar tempo ao Amigo, inclinar-se sobre seu peito, deixar-se tocar pelo amor infinito do seu coração. Adoração é atitude de amor. É a primeira das devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós. (João Paulo II) "Dom Orlando Brandes (Arcebispo de Londrina)

 


Escrito por Pe.Gilberto Moretto às 12h57
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AVIÃO - DOM LUIZ DEMÉTRIO VALENTINI

 "O acidente com o avião da Air France continua repercutindo. Todos nos sentimos consternados, solidários com os familiares que ainda aguardam alguma notícia que elucide o que aconteceu, e pensando nas vítimas, imaginando o que se teria passado com elas. Esses sentimentos são uma expressão de humanidade, que aflora com mais intensidade quando um fato é amplamente divulgado, como aconteceu com este episódio.     Comove pensar nos noivos que tinham celebrado seu casamento na véspera, nas professoras que tinham longamente preparado sua excursão para a Europa, na  família que viajava de férias para a Grécia. E assim, como a aeromoça que passa para vistoriar cada fileira de assentos, nossa imaginação percorre todo o avião, misturando nosso desejo de evitar a tragédia, com a incapacidade de tomar qualquer providência.Mas, além da solidariedade com as vítimas e seus familiares, todos os acidentes com aviões repercutem de maneira especial em nosso subconsciente. Porque o avião é o símbolo de um sonho acalentado desde os primórdios da humanidade, e acolhido no íntimo de cada pessoa humana. O sonho de voar, e superar os limites humanos. Desde meninos, temos inveja dos pássaros, e sonhamos também nós alçar vôo. Qual a criança que já não se imaginou voando, de braços abertos, pairando livre no ar, vencendo a atração da gravidade?Cada desastre de avião é uma frustração deste sonho acalentado por todos. Uma derrota de nossa utopia de liberdade e de transcendência. Por isto, os desastres de avião repercutem mais do que os outros.  Eles são uma afronta à aspiração mais simbólica e mais arrojada de nossa condição humana: superar os condicionamentos físicos, que cerceiam nosso sonho de infinitude.

Faz muito pouco tempo que este sonho teve uma concretização prática na invenção do avião. Foi em Paris, no dia 23 de outubro de 1906, só cem anos atrás, que o brasileiro Santos Dumont conseguiu fazer sua primeira demonstração de voar, com um aparelho mais pesado do que o ar, o seu famoso 14 Bis, o primeiro artefato voador. Era para Paris que se dirigia agora o 447. Esta circunstância parece acrescentar dramaticidade a este acidente com o avião da Air France. Pois a história parece dizer que a rota primordial da aviação é o trajeto Rio-Paris, que lembra Santos Dumont, que saiu do Rio e foi a Paris fazer sua demonstração de vôo. O invento de Santos Dumont se propagou com muita rapidez. Nem é de estranhar que outros reivindiquem a autoria desta descoberta. Quem dispunha de mais condições técnicas, pôde levar em frente as intuições já presentes no vôo do pioneiro da aviação, em 1906.Pouco tempo depois, Santos Dumont viu com muita tristeza sua invenção ser colocada a serviço da destruição, na primeira guerra mundial. Infelizmente, foi a guerra que acelerou a tecnologia da aviação. Só depois da segunda guerra mundial, a indústria tomou decididamente o rumo da construção de aviões de passageiros, colocando a aviação no centro do sistema mundial de transporte.

Mas, vamos de novo acompanhar o 447.  A hora e o lugar do acidente são as únicas referências para imaginarmos o que terá acontecido. Naquela hora, e naquele ponto do trajeto, a tripulação já tinha servido a janta, e apagado as luzes para favorecer o descanso e o sono dos passageiros. Provável que a maioria estivesse dormindo, com a tranqüilidade de quem estava seguro nas mãos do experiente comandante, e na solidez do possante aparelho que os transportava. Até a eventual pane elétrica parecia vir a propósito, para favorecer um ambiente melhor para o sono. Se o comandante nem teve tempo para informar os controladores do vôo, muito menos teve tempo para advertir os passageiros. E´ muito provável que não tenham se dado conta de nada. A violência com que o avião se precipitou no mar, provocou a súbita despressurização, que tira a consciência até de quem está acordado.

Assim, do sonho de voar, e do sono do vôo, devem ter passado para a dura realidade de sucumbir à força da gravidade. E terão acordado num destino onde certamente não imaginavam chegar.

Enquanto isto, com os pés no chão, ficamos meditando sobre nossa condição humana. Continuamos prisioneiros de tantos limites. Mas sentimos o desejo irresistível de superá-los. O avião continua símbolo de nossa vocação ao transcendente. Mas dispomos de asas mais potentes e mais seguras para empreender a grande travessia da vida. Como lembra a encíclica Veritatis Splendor, a fé a razão suas duas asas potentes que nos levam à plenitude da verdade. Dentro desta plenitude, encontramos lugar para  todos. Para que os já chegaram, e para que os ainda estamos em viagem. " Dom Luiz Demétrio Valentini  (Bispo de Jales)  - fonte: site  cnbb.org.br



Escrito por Pe.Gilberto Moretto às 12h58
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SANTÍSSIMA TRINDADE...

CELEBRAMOS HOJE A FESTA DA SANTÍSSIMA TRINDADE... UM DEUS QUE SE REVELA COMUNHÃO,RELAÇÃO, FAMÍLA, COMUNIDADE...DEUS NÃO É UM SER ENSIMESMADO E FECHADO EM SI MESMO MAS UMA REALIDADE DINÂMICA ONDE CADA UMA DAS DIVINAS PESSOAS, SEM PERDER A PRÓPRIA IDENTIDADE, É TOTALMENTE ABERTA ÀS DEMAIS NUM PROCESSO ETERNO DE DAR E RECEBER AMOR...DEUS NÃO É SOLIDÃO MAS COMUMHÃO PLENA E PERFEITA DE TRÊS PESSOAS... O AMOR EXIGE UMA CIRCULARIDADE...CRIADOS À IMAGEM E SEMELHANÇA DESTE DEUS UNO E TRINO SOMOS CHAMADOS TAMBÉM A VIVER DE MANEIRA TRINITÁRIA...A EXPERIÊNCIA DE DAR E RECEBER AMOR NUMA RELAÇÃO DINÂMICA É UMA EXPERIÊNCIA TRINITÁRIA...ENTRE O “EU” E O “TU” SE ESTABELEÇE O “NÓS”...O DEUS TRINDADE NOS DESAFIA A VIVER UMA VIDA TRINITÁRIA NA FAMÍLIA, NA COMUNIDADE, NA SOCIEDADE...QUANDO SOU CAPAZ DE SAIR DE MIM MESMO E ME ABRIR AO OUTRO E SUAS NECESSIDADES ESTOU FAZENDO A EXPERIÊNCIA DO AMOR TRINITÁRIO...IMAGINEMOS COMO SERIA SE NOSSAS FAMÍLIAS E COMUNIDADES FOSSEM  MAIS TRINITÁRIAS...  SE  FOSSEMOS MENOS ENSIMESMADOS E MAIS ABERTOS AO TOTALMENTE OUTRO(DEUS) E AO OUTRO(O PRÓXIMO)...CADA VEZ QUE AMAMOS E SOMOS AMADOS  FAZEMOS A EXPERIÊNCIA DO AMOR TRINITÁRIO... OS PRIMEIROS CRISTÃOS FIZERAM A EXPERIÊNCIA QUE DEUS É AMOR, RELAÇÃO, QUE EM DEUS EXISTE UNIÃO MAS NÃO FUSÃO, DIVERSIDADE MAS NÃO SEPARAÇÃO...ENTENDERAM QUE O PAI, O FILHO E O ESPÍRITO SANTO, DE UMA PARTE SÃO TRÊS PESSOAS DIVERSAS, MAS QUE DE OUTRA PARTE FORMAM O MESMO E ÚNICO DEUS...PARA EXPRESSAR TAL MISTÉRIO UTILIZARAM AS IMAGENS QUE HOJE CONHECEMOS:DEUS É FAMÍLIA, COMUNIDADE...DEUS É DIÁLOGO ETERNO DE AMOR...O PAI AMA O FILHO E É AO MESMO TEMPO AMADO PELO FILHO... O AMOR QUE UNE O PAI E O FILHO É O ESPÍRITO SANTO, A TERCEIRA PESSOA DA SANTÍSSIMA TRINDADE...A SANTÍSSIMA TRINDADE NOS ENSINA QUE O AMOR É RELAÇÃO, ABERTURA NO DAR E NO RECEBER...A ORAÇÃO É RELAÇÃO, COMUNICAÇÃO COM DEUS...A FÉ É RELAÇÃO COM ESTE DEUS TRINITÁRIO...TUDO É RELAÇÃO E EXISTE UMA INTERDEPENDENCIA ENTRE TODAS AS COISAS...SOMOS OBRAS DO AMOR DESTE DEUS UNO E TRINO...TENHAM UM SANTO DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE...

 

 



Escrito por Pe.Gilberto Moretto às 03h40
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